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Estamos vivendo a melhor época das nossas vidas”, declarou o presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis do Ceará (Secovi-CE), Sérgio Porto, durante o café da manhã, realizado ontem (12), no Hotel Luzeiros para a divulgação do Balanço Geral do Mercado Imobiliário 2009. O otimismo deriva dos resultados obtidos nos dados comparativos entre os anos de 2007 e 2008, que permitiram fazer as projeções para 2009. Entre os números, chama atenção o volume de vendas do ano passado, que ultrapassou a marca de um bilhão e quatrocentos milhões de reais.
Segundo Porto, os principais motivos para o quadro de crescimento no segmento imobiliário são as taxas de juros mais baixas, financiamentos mais longos e um cenário ilustrado por demanda aquecida. “Com esses aspectos podemos prever uma perspectiva muito positiva para 2010”, afirmou o presidente.
Situação macroeconômica
Durante a explanação da situação macroeconômica do Ceará e do País, o economista Jair Andrade explicou que o desenvolvimento econômico do Estado leva vantagem diante do panorama nacional em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Mesmo tratando de números defasados, pois os órgãos, destacou Andrade, apresentam informações atrasadas sobre o PIB, o Ceará cresceu em 2008, 6,5%, em relação a 2007. “O crescimento do PIB do Estado é maior do que o nacional, que foi de 4,7% no mesmo período”, apontou. O crescimento do PIB cearense deu-se, principalmente, pelos setores da Agropecuária, que cresceu 24,5%; Indústria, que aumentou 5,5%, em 2008, e Serviços, (onde está inserido o setor imobiliário) que cresceu no total de 5,2%, conforme dados do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece).
Balanço imobiliário
Diante do quadro de desenvolvimento econômico do Estado, o panorama do mercado imobiliário acompanhou a curva de crescimento. Uma situação que de acordo com Sérgio Porto deve permanecer pelos próximos anos. “A curva vertiginosa de vendas vai continuar, pois temos demanda suficiente para sustentar esse crescimento”, analisou.
O Índice de Velocidade de Vendas (IVV), que neste caso são as vendas divididas pelas ofertas de imóveis, comprova a escala ascendente de crescimento do setor entre 2007 a 2009. Ao comparar 2009 a 2007, o IVV cresceu 7,78%, enquanto a mesma análise aplicada entre 2009 a 2008 o índice aumentou para 9,68%. “Em 2007, a cada 100 unidades lançadas, 8,7 eram vendidas em um mês, ou seja, um empreendimento levaria em média 12 meses para ser totalmente comercializado. Vale a pena comentar que à medida que chegam novos empreendimentos no mercado, essa velocidade aumenta, porque eles estão adequados a nova situação de mercado, quer seja em preço, localização ou produto. Por isso, esse índice reflete todo o mercado, inclusive aqueles empreendimentos que estão demorando pouco mais pra serem comercializados”, explicou Porto.
Em 2007 foram lançados quatro mil unidades e 48 empreendimentos, representando um volume de vendas de aproximadamente R$ 1 bilhão. No ano seguinte foram lançadas 6.835 unidades (das quais foram vendias 5.264) e 53 empreendimentos, totalizando R$ 1 bilhão e 300 milhões. Em 2009, 5.622 unidades lançadas e 47 empreendimentos (menos empreendimentos com mais unidades) o que resultou em R$ 1 bilhão e 400 milhões.
Fonte: Jornal O ESTADO
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