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Faturamento do setor cresceu 38,58% em relação ao primeiro semestre de 2009
03.09.2010

O setor imobiliário do Ceará registrou, entre janeiro e junho deste ano, mais de R$ 1 bilhão em vendas, o que representa um crescimento de 38,58% em relação ao mesmo período de 2009, quando as vendas atingiram a marca de R$ 726 milhões. Os dados são de um estudo realizado pelo Centro de Pesquisa, Estatística e Informações do Mercado Imobiliário (CEPIN), do Sindicato das Empresas de Compra, Venda e Locação de Imóveis do Estado do Ceará (Secovi).
De acordo com a pesquisa, divulgada ontem (02), o Índice de Velocidade de Vendas (IVV) que mede a comercialização de imóveis, cresceu 78% neste período. Foi registrado, ainda, que em 2009, a velocidade de venda média de empreendimentos por mês foi de 7,55%, já este ano esse percentual subiu para 13,46%.
Quanto aos lançamentos, foram 35 imóveis ofertados esse ano, garantindo um incremento de 40% em relação a 2009, quando foram lançados 25 empreendimentos. O número de unidades lançadas é 3.858 e o número de unidades vendidas é 3.093 (o estudo leva em conta imóveis novos e usados), consolidando um crescimento 44,29% no número de vendas.
VALORES
O estudo mostra que o preço médio do metro quadrado das salas comerciais são os mais altos: R$ 3.904. Os apartamentos vêm em seguida, com R$ 3.188. Já o metro quadrado das salas médicas e das casas custa, em média, R$ 3.053 e R$ 1.963, respectivamente.
Em relação às características desses apartamentos, o balanço demonstrou que a preferência do público é por empreendimentos de dois quartos, com 41,29% de procura. Já 34,22% das pessoas preferem os apartamentos de três e quatro quartos. Os imóveis com um ou cinco quartos são bem menos procurados, registrando somente 1,01% e 1,75%, respectivamente.
BAIRROS
Meireles, Cocó e Aldeota continuam no topo da lista dos bairros mais procurados pelos compradores. Essas são também as regiões que apresentam os índices mais altos em relação ao valor do metro quadrado. Sendo a média de preços: R$ 4.367 no Meireles, R$ 4.408 no Cocó, R$ 3. 424 na Aldeota. Destaque ainda para o Edson Queiroz que também figura na lista com valor de R$ 3.591 e Messejana, onde o preço está em torno de R$ 1.839.
De acordo com a vice-presidente do Secovi, Maria Lúcia Forti, a região de Messejana tem tido uma grande procura nos últimos anos. A área é mais procurada pelo público que demanda a construção de condomínios de casas. “Existe uma grande demanda por moradia em condomínios horizontais. Com isso, as pessoas que desejam morar em casas têm procurado regiões onde ainda há muitos terrenos disponíveis e Messejana é uma dessas áreas, por isso esse crescimento”, explica, acrescentando que áreas como Maraponga, Lagoa Redonda e Cidade dos Funcionários também vêm acompanhando essa expansão.
CAUTELA
O presidente do Sindicato da Indústria e da Construção Civil do Ceará (Sinduscon), Roberto Sérgio, comemorou os resultados apresentados, entretanto, ele afirma que é necessário ter cautela nos próximos períodos para que esse crescimento não seja desequilibrado. “Estamos acreditando que o setor irá crescer esse ano de 5% a 7%, mas devemos considerar que a inflação de insumos está acelerada e isso pode interferir em toda a cadeia produtiva da construção civil. É importante ponderarmos esse crescimento. É preciso termos cuidado para não desejarmos demais o crescimento vertiginoso, devemos crescer de forma moderada e constante”, ressalta.
Fonte: Jornal O Estado/CE
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